Dois homens estavam discutindo num ônibus. Eles queriam demonstrar que sua religião fazia mais bem do que a religião do outro.
Ambos continuavam um debate acalorado, e eles diziam:
“Minha religião ajuda milhares de pessoas. Com ela, eu me tornei uma pessoa boa.”
O outro homem rebate:
“Isso não é nada. Depois que entrei para a minha religião, eu me tornei um homem muito caridoso. Doei muitas coisas, faço o bem e ajudei muitos pobres.”
Um homem, sentado no banco de trás dos debatedores, assistia aquela discussão atentamente. Os homens perceberam que o ouvinte estava muito interessado no diálogo, e um deles resolveu perguntar:
- E o senhor? O que acha de tudo isso? Sua religião também fez do senhor uma pessoa boa?
O homem olhou a ambos e respondeu:
- Não, eu não tenho religião.
Os homens pensaram “Esse precisa de uma religião verdadeira para fazer o bem.”
- Vejam aqui um panfleto do meu trabalho, disse o homem.
Os dois pegaram o panfleto e lá estava descrito dezenas de projetos sociais para pessoas idosas, carentes, doentes, crianças abandonadas, etc. Este homem, que ouvia toda a conversa, era, nada mais nada menos, do que um dos maiores filantropos do país. O trabalho social desse homem era reconhecido internacionalmente. Os homens ficaram muito intrigados com aquilo. Um deles perguntou:
- Mas como o senhor pode não ter religião e realizar esse trabalho tão belo e benemérito?
O homem respondeu:
- Não é necessário se ter uma religião para ser bom. É claro que as religiões podem ajudar os homens a se tornar melhores, e isso é muito comum. Mas se vocês são bons apenas por causa de suas religiões, então a bondade não vem de vocês, é estimulada por algo externo, vem de fora, não nasce do vosso interior. A bondade vem de dentro e independe de credos ou doutrinas.
Autor: Hugo Lapa

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